19/02/10

Reconhecimentos "...Por TTerras d´Ota..."







A uma semana do sabado tão esperado 27, criam-se expectativas para o grande encontrUMM em Ota.
Mas devido as grandes chuvadas dos ultimos dias s terrenos estão muito encharcads de agua emuita lama.
Segue umas fotos do que se pode encontrar por estas paragens, promete, hehehhehe.

10/02/10

1º encontrUMM todo-o-terreno "...Por TTerras d`OTA..."




1º encontrUMM todo-o-terreno “…POR TTERRAS D`OTA…”
Neste 1º passeio exclusivo a UMM’s por TTerras d’Ota, propomos aos participantes UMMistas que desfrutem das belíssimas paisagens e trilhos que possuímos nesta zona do concelho de Alenquer e a escassos 40 Km de Lisboa.
Este 1ºencontrUMM vai ser um passeio TTuristico sem qualquer intuito competitivo, onde propomos a passagem por trilhos pouco percorridos, corta-fogos, subidas e descidas por terrenos argilosos, zonas húmidas e de areia, estradões onde se permite dar “motor á peça”.

Apesar do grau de dificuldade deste passeio ser BAIXO, iremos encontrar uma ou outra dificuldade, por isso recomenda-se como sempre em TT a participação efectiva do companheiro(a) em especial na transposição das dificuldades; outra recomendação vai para o uso de pneus adequados ao todo-o-terreno, pois como tem chovido muito nas últimas semanas é normal que surjam alguns problemas de aderência.

A concentração dos UMM`s é no Sábado dia 27 de Fevereiro de 2010 as 9:00h no largo da igreja em Ota
O almoço irá ser põe volta das 13:00h num Restaurante da Zona do percurso e cujo custo ronda os 10euros.
Após esta refeição retomaremos aos trilhos lamacentos onde o passeio terá o seu fim por volta das 17:30/18:00h igualmente no centro desta aldeia, onde ai cada um retomará o regresso aos seus destinos.

08/02/10

"... VAMOS PINTAR UMM SORRISO NO HAITI..."



Em virtude do sismo no Haiti, a comunidade UMM e sob o lema "Vamos pintar um sorriso no Haiti", desenvolveu 3 passeios TT para angariação de fundos para as vitimas do sismo.
Esses passeios foram no passado dia 24 de Janeiro em São Pedro do Sul (Norte); Bobadela (centro); e no dia 31 de Janeiro em São Bras de Alportel (Sul).
Assim esta comUMMnidade conseguiu angariar 1600 Euros

"...O que parece pouco, para quem nada têm é muito..."

Ficam algumas fotos de um dia muito bem passado na Bobadela e que esperamos ter sido por uma causa nobre






07/02/10

Dakar UMMa aventura em portugês























DAKAR, UMA AVENTURA EM PORTUGUÊS,
E o titulo de um livro de Carlos Raleiras, editora PRIME Books, (www.primebooks.pt)1ª edição Novembro 2005; 205 paginas
Onde o autor conta as historias do mítico Raly Paris-Dakar desde o seu inicio 1979 até a data de edição da obra 2005. Onde posteriormente foi Lisboa Dakar 2006.
Carlos Raleiras, para quem não conhece é um magnífico jornalista nascido em 1970, e que já passou pelas melhores rádios e televisões do país; nesta sua obra “Dakar uma aventura em português, segue um padrão cronológico pretendendo desenhar a imagem que o “Dakar” representa enquanto competição e experiencia humana para os Portugueses, Assim os vários protagonistas contam na 1ª pessoa o que fizeram e sentiram ao longo da mais mediática prova de todo o terreno.

4º Aniversario Clube UMM


















Foi com muita alegria e espirito de camaradagem que em Novembro passado o Clube UMM ( www.clubeumm.pt )completou mais um aniversario.
O quarto desta feita foi celebrado em Penafirme-Torres Vedras e juntou mais de 70 viaturas UMM e cerca de 160 pessoas, num magnifico encontrUMM salutar onde mais uma vez a organização esteve de Parabens.
Fica aqui algumas fotos para mais tarde recordar (pena o excelente almoço não dar para mostrar,mas fica na memoria uma bacalhauzada..... que ainda faz crescer agua na boca.


http://www.youtube.com/watch?v=K3dPngsNbpU

01/02/10

Planetário de Lisboa, uma visão do Universo


Ontem Domingo, fui ao Planetário Caloust Gulbenkian de Lisboa (telf 213620002) na Praça do Império (Belem) em Lisboa.

No auditório que dispõem de 320 confortaveis lugares, podemos assistir a variadas sessões publicas onde dai se pode observar o céu, as estrelas, as constelações, aprendendo a identificar a Ursa maior e menor, pra apartir delas localizarmos a estrela polar e os pontos cardeais.
Faz-se viagens espaciais entre varios planetas do sistema solar; fica-se a conhecer os diferentes aspctos do ceu, as constelações, aspectos historicos e mitologicos, etc, etc, etc.
Por 4 Euros, têm entrada garantida para uma viagem atravez do Cosmos, e até pode assistir ao espetacular fenomeno de uma trovoada.

Já lá não ia desde tempo do liceu, e vos garanto que ei de lá voltar em breve.

31/01/10

Miguel Sousa Tavares e os UMM`s


Miguel Sousa Tavares é um “homem da televisão” e por isso é um dos escritores mais conhecidos em Portugal.

O seu trabalho no mundo da Literatura não é só reconhecido por terras Lusitanas, mas tambem é traduzido e aclamado tanto pela crítica como pelo público em diversos países dos 4 cantos do mundo.
Esta breve introdução ao assunto têm a ver que Miguel Sousa Tavares, (adorado por
uns, odiado por outros), têm levado a marca dos “nossos meninos” (leia-se UMM) por todo o globo, quer na pratica quer na teoria. Atrevo-me a dizer que ele (Miguel) (e sem dar por isso) tem sido um dos “missionários pregadores” desta nossa marca pelo mundo fora.

Podem até estranhar o meu comentário mas todos nós sabemos que Conduzir um UMM tem duas formas de ser descrito: o prazer de viajar no tempo e desfrutar o poder da mecânica pura e dura, e assim sentir quase sem “filtros” o contacto da máquina com o meio que a circunda (ruído de rolamento, a penetração do som do motor no habitáculo com escassa protecção acústica, as irregularidades da estrada) e, ainda, quase anular quaisquer declives ou obstáculos do terreno. Isto, graças a ângulos de bom nível, um sistema de tracção integral com caixa de transferências, redutoras com excelentes capacidades.

Talvez por estas propriedades inigualáveis nos UMM’s, que fazem deste símbolo a marca preferida do famoso escritor nas suas inúmeras viagens pelo Mundo em geral e pelo continente Africano em particular.
Basta ler alguns dos seus livros de viagens e ao desfolhar das páginas encontramos inúmeras alusões dessa “paixão” pelos UMM`s. (por vezes até com piadinhas á moda de Miguel Sousa Tavares). Vejamos:

Da obra: Sul-Viagens (2004) Oficina do Livro Soc. Editorial, Lda.-Cruz Quebrada
O autor começa por dizer-nos que “… eu sou um contador de histórias. Pagam-me para isso, pagam-me para percorrer o mundo e contar o que vi…)
E nesta obra no meio de tantas historia reais das quais vou transcrever algumas mais relacionadas com os UMM´s no entanto há imensa fotos alusivas ao UMM no livro.
(pag.90) “…Marraquexe quer dizer «parte depressa» …” “…eu cheguei de carro, ou melhor de jeep, como convêm aos tempos de hoje…”
(pag.187) A pista para Tamanrasset (diário de bordo de uma viagem ao Sahara)
(pag.190) “… Depois do jantar, é preciso tratar do carro- a coisa mais preciosa entre todas. Para já o nosso feio e desconfortável UMM está em forma, mostrando porque é que apesar disso é tão estimado: porque aguenta «porrada» até mas não…”
(pag.192) “…tudo é novo para mim, tirando o deserto, que já conhecia. A primeira descoberta é a condução todo –o- terreno de que estou a ficar rapidamente adepto. Como o meu UMM é o segundo na ordem de marchada coluna…”
(pag.193) “… enquanto no meu jeep (UMM) para se encontrar o que quer que seja, desde o abre-latas a lanterna, se roça o desespero, e para escolher o jantar é preciso limpar o pó das latas para ler o conteúdo…”
(pag194) “…lá estávamos sentados numa mesinha, nas traseiras do jeep, e jantamos uma feijoada com todos os primores…”
(pag.197) “…13º dia, sei lá por onde é que andamos! É em direcção ao Sul – isso eu sei, do resto já perdi as referencias. Acho que eu e o jeep (UMM) (ver varias fotos) já formamos um só corpo. Sinto os gemidos dele e ele deve sentir os meus. Estou coxo da perna esquerda de tanto carregar na embraiagem pois esta se constantemente a mudar de velocidade, neste terreno. O pulso direito está aberto por causa das chicotadas do volante nas pedras…”
“…mas o pobre UMM está pior do que eu. Ontem (em pleno deserto do Sahara) caí em dois buracões sucessivos, que me custaram dois pneus, uma mola, e a coluna de direcção torta: agora as curvas é segundo o sistema «mais ou menos». Há outras avarias do UMM menos graves mas igualmente incomodas: o para brisas está partido, o meu cinto de segurança não sai da calha, tanta é a areia que deve ter; o isqueiro que que dava imenso jeito para ligar a luz a noite pifou; o travão de mão morreu; a buzina iden, os travões dianteiros tambem se foram e nos buracos deixei a panela e metade do tubo de escape. Mas anda caramba…” “… já dei comigo a interrogar-me «mas o que é que eu faço aqui? Que necessidade tinha eu de estar aqui»? Ainda não conheço a resposta toda…”
(pag. 203) “… 19ºdia , pumba, tinha que ser, vinha eu tão contente com o estado magnifico do meu UMM, comparado com tantos outros da coluna, e logo havia de estragar tudo a um dia de Djanet!...” “…de prego a fundo apanhei de repente três autênticos muros de areia que parecia rocha, ai de meio metro de altura cada um e mandei três cangochas no ar, aterrando com a sensação que o UMM tinha entregue a alma. Bem ele andar ainda anda mas faz pena vê-lo andar.
“… o UMM andar ainda anda mas parece um pato ferido na asa, todo assapado à frente e uma roda para leste e outra para oeste, mas é assim que que eu vou ter de me arrastar até Djanet…”
(pag 218) “… 26ºdia, cavalgada para Tamanrassset: hoje 620km de pista dos quais 180 a noite. Um pesadelo o carro (UMM) está ingovernável e a moral nas ultimas…”
(pag 224) “… 36º dia no sul do Atlas e já de regresso a casa… seguiu-se então uma cavalgada infernal por aquela estrada de intermináveis rectas sem ninguém no horizonte. O pé doía-me de ter o acelerador permanentemente carregado ao fundo, tentando arrancar do meu desfeito jeep (UMM) o ultimo estertor de brio que ele ainda tinha para dar(….)e assim seguia-mos a 140 a hora (…) e foi assim que entrei numa inesperada curva de acelerador a fundo , e azar o meu metade da curva estava coberta de areia (…) e as duas toneladas de UMM atravessaram se na estrada, roncando sofridamente(…) apenas confiei a minha esforçada alma a vontade daquele sacrificado UMM. De modo que quando ele parou virado no sentido inverso e sempre a trabalhar eu não cheguei a sentir emoção alguma, limitei-me a virar o volante para Norte e a reapontar no caminho para casa, tamanha era a minha fé de que eu e este destroço (leia-se UMM) haveríamos de chegar juntos e salvos a Lisboa. (JULHO de 1996)
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Da Obra” No teu Deserto, quase um romance”(2009) Oficina do livro
“… esta historia que eu vou contar passou-se comigo há 20 anos atrás.(…) juntava latas de conserva, punha etiquetas, em frascos de comida e caixas de cartão, e arrumava tudo nas traseiras do nosso jipe.(…) O nosso jipe um UMM, motor Peugeot e carroçaria Portuguesa, seguramente o mais feio, o mais resistente e, para mim o mais comovente que eu alguma vez guiei. Durante um mês e meio ele serviu-nos sem um desfalecimento através do deserto do Sahara, na Argélia aguentando dunas e pistas de calhaus, arrostando com tempestades de areia, calores assassinos durante o dia e frio Polar durante a noite, e sempre seguindo em frente, pegando o motor todas as manhas, quando eu a medo ligava a ignição. Rangeu, sofreu, houve mesmo alturas em que gritou mas nunca morreu, nunca nos deixou ali…”
(pag 19) “…O jantar estava salvo e a zanga acabada, era impossível resistir aos humores do UMM, e aos imprevistos do deserto …”
(pag 23) Partimos então de Lisboa numa manha de chuva em Novembro.Partimos simbolicamente da torre de Belem, o lugar mítico das antigas viagens dos navegadores.(…) e assim partimos Alentejo fora, Andaluzia, a baixo(…) até Alicante para apanhar o ferry até a Argelia(…) Ali na N340 (Espanha) aprendi rapidamente por instinto e por desespero como usar uma ameaça de duas toneladas de um jipe para fazer os carros da frente abrirem passagem…”
(pag.40) “… até chegar a minha garrafa de whisky, guardada nas profundezas da carga do meu UMM (…) apenas iluminado por uma ténues luzes de presença no tecto, até chegar ao meu UMM…”
(pag.79) ”… Lá retomaremos a nossa viagem, e confesso, já tinha saudades de me sentar ao volante do nosso querido e horrendo UMM ALTER II – um estranho nome para um estranhíssimo jipe…”

Enfim…palavras para que….é um artista Português e amante de UMM’s

03/01/10

Estrela da Sorte


Depois de uns dias relaxantes a sul para fugir ao mau tempo, encontrei uma "estrela da sorte" que me disse; que: 2010 iria ser um ano bom, e que certamente iria ter mais tempo para partilhar uns temas interesantes aqui no Azimutte.

Por isso, grito com toda a força:

BOM ANO DE 2010 E SEJA BEM VINDO, (hehehhe)

Inicio de ano versus fundo da linha



Boas, começo o ano com um video para reflexão de todos vós.

A Greenpeace está a divulgar o vídeo O Fundo da Linha, para alertar
para a destruição causada pela pesca de profundidade, em águas
internacionais.
Este vídeo tem em vista os governos de todo o mundo a adoptar
medidas concretas e urgentes para defender a vida marinha que se
esconde nas profundezas dos oceanos, quer a nível nacional quer ao
nível das organizações internacionais como a ONU.




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28/12/09

Bom Ano de 2010


Bem, parece que tenho um pedido de desculpas a fazer a todospela minha longa ausencia destas lides. por isso a todos os lesados pelomeu silencio fica aqui registado a minhas desculpas com a promessa que no inicio de 2010 irei recomeçar em Força, com este blog,onde os temas iram variar entre Geografia e afins; TT e UMM´s e Gastronomia.


A todos vós boas entradas

24/02/08

Cheias e Inundações


Esta breve alusão as cheias deve-se as ultimas grande chuvadas que neste meio de Fevereiro veio por alguns Destritos do nosso pais em "polvorosa".

As Cheias são fenomenos naturais extremos e temporarios, provocados por precipitações excessivas,e que fazem aumentar o caudal dos cursos de agua originando o extravase do "leito menor" e a inundação das margens e areas vizinhas que se encontram ocupadas frequentemente por actividades humanas.

Esta cheias dividem-se em dois grande grupos:

As cheias de tipo Progresivo, que se dão em grandes organismos fluviais como é o Tejo, Douro, Mondego, etc e ocorrem em resultado de periodos chuvosos que se prolongam por varias semanas. e que quando no decurso destes periodos pluviosos a capacidade de armazenamento das Albufeiras é atingida, assiste-se a um aumento dos picos de cheia pelas descargas efectuadas nas barragens. Todavia, ha outro tipo de cheia:

As cheias de tipo Rapido, que são motivadas por episodios de precipitação muito intensa e concentrada em algumas horas.São perigosas e podem ser mortíferas, têm como causa chuvadas fortes, concentradas num curto lapso de tempo, e acontecem nas pequenas bacias hidrográficas e sujeitas a uma urbanização caotica.

09/12/07

A diferença entre Frente Quente e Frente Estacionaria


Frente quente é a parte dianteira de uma massa de ar quente em movimento, e explicase da seguinte forma:
O ar frio é relativamente denso e o ar quente tende a dominá-lo, produzindo uma larga faixa de nuvens e uma chuva fraca e persistente e às vezes nevoeiro esparso.
Nuvens associadas a frentes quentes
As frentes quentes tendem a deslocar-se lentamente e podem ser facilmente alcançadas por frentes frias, formando frentes oclusas. Quando uma frente deixa de se mover, designa-se por frente estacionária.
Uma frente quente é uma zona de transição onde uma massa de ar quente e húmido está a substituir uma massa de ar fria. As frentes quentes deslocam-se do equador para os pólos. Como o ar quente é menos denso que o ar frio, a massa de ar quente sobe por cima da massa de ar mais frio e geralmente ocorre precipitação.

O que é uma "Frente Fria"??


Frente fria é a borda dianteira de uma massa de ar frio, em movimento ou estacionária. Em geral a massa de ar frio apresenta-se na atmosfera como um domo de ar frio sobre a superfície. O ar frio, relativamente denso, introduz-se sob o ar mais quente e menos denso, provocando uma queda rápida de temperatura junto ao solo, seguindo-se tempestades e também trovoadas.
A chuva pára abruptamente após a passagem da frente.
As frentes frias chegam a deslocar-se a 64 Km/h.
É tambem uma zona de transição onde uma massa de ar frio (polar, movendo-se para o equador) está a substituir uma massa de ar mais quente e húmido (tropical, movendo-se para o pólo).
Nuvens associadas a frentes frias:
As frentes frias deslocam-se dos pólos para o equador. Predominante de Noroeste, no Hemisfério Norte, e de Sudoeste no Hemisfério Sul. Não estão associadas a um processo suave: as frentes frias movem-se rapidamente e forçam o ar quente a subir. Quando uma frente fria passa, a temperatura pode baixar mais de 5º só durante a primeira hora. Quando uma frente deixa de se mover, designa-se por
frente estacionária.
O ar frio eleva o ar quente à sua frente e este vai arrefecendo à medida que é obrigado a subir. Desde que seja suficientemente húmido, o ar quente condensa formando cumulus e depois cumulonimbus, que produzem uma frente de trovoadas e cargas de água fortes com rajadas.
Os ventos altos soprando nos cristais de gelo no topo dos cumulonimbus geram cirrus e cirrostratus que anunciam a frente que se aproxima. Depois de a frente passar, o céu acaba por clarear aparecendo alguns cumulus de bom tempo (cumulus humilis). Ocorre também uma considerável queda na temperatura do ar, uma vez que a massa de ar frio passa então a dominar a dinâmica atmosférica desta região.
Se o ar que se eleva é quente e estável, as nuvens predominantes são stratus e nimbostratus, podendo-se formar nevoeiro na área de chuva. Se o ar for seco e estável, o teor de umidade no ar aumentará e aparecerão somente nuvens esparsas, sem precipitação.

Sistema Frontal


Um sistema frontal consiste numa sucessão de várias frentes. Entende-se por frente ou superfície frontal a linha de contacto entre duas massas de ar contíguas e que diferem na temperatura e na densidade. Uma superfície frontal caracteriza-se por uma forte instabilidade atmosférica por ser um mecanismo que força a ascensão do ar quente.
Uma perturbação frontal é constituída por duas frentes: uma frente fria e uma frente quente. A frente fria consiste no avanço do ar frio posterior sobre o ar quente. O ar frio, por ser mais denso, introduz-se como uma cunha por baixo do ar quente, obrigando-o a subir de forma abrupta e rápida, originando nuvens de grande desenvolvimento vertical - com fortes aguaceiros de curta duração. Numa frente quente o ar quente, por ser mais leve e menos denso, avança gradualmente sobre o ar frio anterior, arrefecendo mais lentamente, havendo formação de nuvens de desenvolvimento mais horizontal, podendo não ocorrer precipitação.

Fogo de Santelmo


O fogo-de-santelmo (ou fogo de São Telmo ou ainda fogo de Santelmo) consiste numa descarga eletroluminiscente provocada pela ionização do ar num forte campo elétrico provocado pelas descargas elétricas. Mesmo sendo chamado de fogo, é na realidade um tipo de plasma provocado por uma enorme diferença de potencial atmosférica.
O fogo-de-santelmo origina seu nome de São Erasmo (também conhecido como São Elmo ou São Telmo), o santo padroeiro dos marinheiros, que haviam observado o fenômeno desde a antiguidade, e acreditavam que a sua aparição era um sinal propício.
Fisicamente, é um resplendor brilhante branco-azulado que, em algumas circunstâncias, tem aspecto de fogo de faísca dupla ou tripla, que surge de estruturas altas e pontiagudas como mastros, cruzes de igreja e chaminés.
O fogo-de-santelmo se observa com freqüência nos mastros dos barcos durante as tormentas elétricas no mar, alterando a bússola — para desassossego da tripulação. Benjamin Franklin já observara, em 1749, que o fenômeno é de natureza elétrica.
Também se dá em aviões e dirigíveis. Nestes últimos era muito perigoso, já que muitos deles eram inflados com hidrogênio, gás muito inflamável.

28/09/07

AS NOSSAS NUVENS...


As nuvens são as principais responsáveis pela existência da Meteorologia. Sem elas, não existiriam fenómenos como a neve, trovões e relâmpagos, arco-íris ou halos. Seria imensamente monótono olhar para o céu: apenas existiria o céu azul. Uma nuvem consiste num agregado visível de pequenas gotas de água ou cristais de gelo suspensos no ar. Umas são encontradas a altitudes muito elevadas, outras quase tocam no chão. Podem assumir formas diversas, mas são geralmente divididas em 10 tipos básicos.

Cirrus:São as nuvens altas mais comuns. São finas e compridas e formam-se no topo da troposfera. Formam estruturas alongadas e permitem inferir a direcção do vento àquela altitude (geralmente de Oeste). A sua presença é normalmente indicadora de bom tempo.
Cirrocumulus:São menos vistas do que os cirrus. Aparecem como pequenos puffs, redondos e brancos. Podem surgir individualmente ou em longas fileiras. Normalmente ocupam uma grande porção de céu.
Cirrostratus:São as nuvens finas que cobrem a totalidade do céu, causando uma diminuição da visibilidade. Como a luz atravessa os cristais de gelo que as constituem, dá-se refracção, dando origem a halos e/ou sun dogs. Na aproximação de uma forte tempestade, estas nuvens surgem muito frequentemente e portanto dão uma pista para a previsão de chuva ou neve em 12 - 24h.Altocumulus:São nuvens médias que são compostas na sua maioria por gotículas de água e quase nunca ultrapassam o 1 km de espessura. Têm a forma de pequenos tufos de algodão e distiguem-se dos cirrocumulus porque normalmente apresentam um dos lados da nuvem mais escuro que o outro. O aparecimento desta nuvens numa manhã quente de Verão pode ser um sinal para o aparecimento de nuvens de trovoada ao final da tarde.
Altostratus:São muito semelhantes aos cirrostratus, sendo muito mais espessas e com a base numa altitude mais baixa. Cobrem em geral a totalidade do céu quando estão presentes. O Sol fica muito ténue e não se formam halos como nos cirrostratus. Uma outra forma de os distinguir é olhar para o chão e procurar por sombras. Se existirem, então as nuvens não podem ser altostratus porque a luz que as consegue atravessar não é suficiente para produzir sombras. Se produzirem precipitação podem originar nimbostratus.
Nimbostratus:Nuvens baixas, escuras. Estão associados aos períodos de chuva contínua (de intensidade fraca a moderada). Podem ser confundidos com altostratus mais grossos, mas os nimbostratus são em geral de um cinzento mais escuro e normalmente nunca se vê o Sol através deles.
Stratocumulus:Nuvens baixas que aparecem em filas, ou agrupadas noutras formas. Normalmente consegue ver-se céu azul nos espaços entre elas. Produzem-se frequentemente a partir de um cumulus muito maior por altura do pôr-do-sol. Diferem dos altocumulus porque a sua base é muito mais baixa e são bastante maiores em dimensão. Raramente provocam precipitação, mas podem eventualmente provocar aguaceiros no Inverno se se desenvolverem verticalmente em nuvens maiores e os seus topos atingirem uma temperatura de -5ºC.
Stratus:É uma camada uniforme de nuvens que habitualmente cobre todo o céu e lembra um nevoeiro que não chega a tocar no chão. Aliás, se um nevoeiro espesso ascender, originam-se nuvens deste tipo. Normalmente não originam precipitação, que, a ocorrer, o faz sob a forma de chuvisco. Não deve ser confundida com os Nimbostratus (visto que estes originam precipitação fraca a moderada). Além disso, os stratus apresentam uma base mais uniforme. Além disso, estas nuvens não devem ser confundidas com altostratus visto que não deixam passar a luz directa do Sol.
Cumulus:São as nuvens mais vulgares de todas e aparecem com uma grande variedade de formas, sendo a mais vulgar a de um bocado de algodão. A base pode ir desde o branco até ao cinzento claro e pode localizar-se a partir dos 1000m de altitude (em dias húmidos). O topo da nuvem delimita o limite da corrente ascendente que lhe deu origem e habitualmente nunca atinge altitudes muito elevadas. Surgem bastante isoladas, distinguindo-se assim dos stratocumulus. Além disso, os cumulus têm um topo mais arredondado. Estas nuvens são normalmente chamadas cumulus de bom tempo, porque surgem associadas a dias soalheiros.
Cumulonimbus:São nuvens de tempestade, onde os fenómenos atmosféricos mais interessantes têm lugar (trovoadas, aguaceiros, granizo e até tornados). Extendem-se desde os 600m até à tropopausa (12 000 m). Ocorrem isoladamente ou em grupos. A energia libertada na condensação das gotas resulta em fortes correntes no interior da nuvem (ascendentes e descendentes). Na zona do topo, existem ventos fortes que podem originar a forma de uma bigorna.

26/09/07

As estrelas piscam??


Ao anoitecer as estrelas ficam visíveis aos nossos olhos. Muitas pessoas acrescentam à beleza de uma noite estrelada ao clima de romance. Em momentos de solidão e reflexão também buscamos nas estrelas um refúgio, além de belíssimos poemas e músicas se originarem num momento de contemplação das estrelas. Quando olhamos para as estrelas temos a impressão de que estão piscando, daí surge duas perguntinhas básicas: As estrelas piscam? Porque aos nossos olhos elas parecem piscar? Bons às respostas são simples: As estrelas não piscam. Vemos elas piscarem devido à turbulência da atmosfera terrestre, a qual interfere na luz emitida pelas estrelas. Uma noite destas estava eu a janela com a minha filha a ver o luar de Verão e as estrelas (ela chama as por Cintilantes) e claro que a pergunta veio ao de cima; se elas piscam? (no qual eu lhe disse que sim e para ela pedir um desejo, hehe).

Horario de Verão/Inverno


O Horário de verão ou DST (Daylight Saving Time) é uma prática que muitos países adotam, que consiste em adiantar o relógio em uma hora. Tal prática surgiu pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1784, idealizada por Benjamin Franklin, o qual tinha por objectivo aproveitar o mais possível da luz natural durante os dias mais longos do ano. No entanto, o governo americano não gostou da ideia. O primeiro país a adoptar oficialmente a medida foi a Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial.O principal objectivo do horário de verão é a economia do consumo de energia através do melhor aproveitamento da luz natural do dia. Assim, a prática reduz a demanda em períodos considerados como “horários de ponta” (das 18 às 21h), onde o consumo é bem maior. O horário é adoptado em toda a Europa, na maior parte da América do Norte e Austrália. A medida só funciona nas regiões distantes da linha do Equador, já que nesta estação os dias são mais longos e as noites mais curtas. Nas regiões próximas ao Equador, o horário de verão não traz nenhum benefício, pois os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano. Embora proporcione a redução do consumo, a adopção do horário é vista por muitos como algo relativamente desnecessário e prejudicial à saúde, já que a prática altera o relógio biológico das pessoas, provocando uma mudança brusca dos ritmos do organismo humano que, normalmente, estão sincronizados entre si, seguindo uma ordem temporal interna. Em Portugal o horário de verão verifica-se a partir do último domingo de Março até ao último domingo de Outubro, mas não é assim em todos os países pois em alguns como o Brasil o Governo é que estipula a data.

25/08/07

Noite de Trovoada



Depois de uma semana exausta de trabalho e ainda a lembrar das ferias que parece que já foram a 3 anos, he, he, peguei nas minhas mulheres e fui passar o fim de semana alem Tejo, pois a temperatura assim convidava; na passada noite de sexta feira deitei-me tarde a admirar o céu estrelado que só numa noite de Agosto como esta me convencia a fazer; mas lá pelo meio da noite ( aquela hora que se vai fazer um xíxí) apareceu o que ninguém pensava, para esta altura do ano... uma fenomenal e assustadora noite de trovoada com relâmpagos a acompanhar para todos os gostos e tamanhos. Bem... a muitos anos que não via tal espetaculo.

Apesar de assustador irei tentar ilucidar com uma brave explicação os porques de tal «barulho» e «luz»

Para uma trovoada se formar é necessário que exista elevação de ar húmido numa atmosfera instável. A atmosfera fica instável quando as condições são tais que uma bolha de ar quente em ascensão pode continuar a subir porque continua mais quente do que o ar ambiente. (A elevação do ar quente é um mecanismo que tenta restabelecer a estabilidade. Do mesmo modo, o ar mais frio tende a descer e a afundar-se enquanto se mantiver mais frio do que o ar na sua vizinhança.) Se elevação de ar é suficientemente forte, o ar arrefece (adiabaticamente) até temperaturas abaixo do "ponto de orvalho" (palavras estranhas??)e condensa, libertando calor latente que promove a elevação do ar e «alimenta» a trovoada. Formam-se cumulonimbos (outra palavra estranha que irei explicar um dia he,he)isolados com grande desenvolvimento vertical (podendo ir até 10 ou 18 mil metros de altitude) alimentado pelas correntes ascendentes de ar.

É geralmente associados a esses cumulonimbos que se dão os intensos fenómenos em que consiste uma trovoada:
relâmpagos, trovões, rajadas de vento, inundações, granizo e, possivelmente, tornados.
As trovoadas podem-se formar no interior das massas de ar (a partir da elevação do ar por convecção - comum em terra nas tarde de Verão - quando o aquecimento da superfície atinge o seu pico - e sobre o mar nas madrugadas de inverno, quando as águas estão relativamente quentes); por efeito orográfico - (a barlavento das grandes montanhas) ou estar associadas a frentes - sendo mais intensas no caso das frentes frias.

Os Relâmpagos são descargas eléctricas que ocorrem dentro de uma nuvem, entre duas nuvens, entre uma nuvem e a atmosfera, ou entre uma nuvem e o solo.
Os relâmpagos verticais normalmente predominam na parte da frente de uma trovoada e os horizontais na parte de trás. Os relâmpagos, que estão sempre presentes em qualquer trovoada, aquecem localmente o ar até temperaturas muito elevadas (podem chegar aos 30000°C). Esse aquecimento causa a expansão explosiva do ar ao longo da descarga eléctrica, resultando numa violenta onda de pressão, composta de compressão e rarefacção, que os nossos ouvidos ouvem como um trovão. Uma trovoada típica produz três ou quatro descargas por minuto.

Quando a atmosfera está estável, o seu campo eléctrico é caracterizado por uma carga negativa na superfície e uma carga positiva na alta atmosfera. Os raios ocorrem quando dentro de um cumulonimbo surgem regiões separadas com cargas eléctricas opostas. As partículas de carga positiva mais leves são elevadas para o topo pelas correntes de ar ascendentes e as de carga negativa, que são maiores, caiem para a base da nuvem.
As regiões com cargas eléctricas opostas aparecem, por exemplo, quando partículas de gelo (como granizos) caiem sobre uma região em que há gotas liquidas super arrefecidas e cristais de gelo. As gotas congelam quando colidem com cristais de gelo e libertam calor latente que faz com que a superfície das partículas de gelo se mantenha mais quente do que os cristais de gelo à sua volta. Isso faz com que se dê uma transferência de iões positivos das partículas de gelo «quentes» para os cristais de gelo. As partículas de gelo ficam com carga negativa e os cristais de gelo com carga positiva. Os cristais de gelo, mais leves e com carga positiva, são elevadas para o topo pelas correntes de ar ascendentes e as partículas de gelo (como granizos), mais pesados e com carga negativa, caiem para a base da nuvem.
Como cargas opostas se atraem, uma carga positiva é induzida no solo (no cimo dos objectos altos observa-se, por vezes, o Fogo de St. Elmo: um brilho devido à concentração de carga positiva). O campo eléctrico resultante vai crescendo até que atinge um valor crítico a partir do qual cai um raio (um relâmpago nuvem-solo). Uma primeira vaga de electrões é lançada para a base da nuvem e depois em direcção ao solo colidindo com moléculas de ar que ionizam, formando um canal condutor que facilita o trajecto de outros electrões. O canal condutor vai assim crescendo até que se aproxima do solo e se começa a levantar deste uma corrente de carga positiva que vem ao seu encontro. Quando se dá o encontro, um grande número de electrões fluem para o solo e uma maior e já perfeitamente visível descarga de retorno, brilhante e intensa, com muitos centímetros de diâmetro, ascende para a nuvem (em cerca de 10 milissegundos) seguindo o mesmo trajecto ionizado. Frequentemente as descargas repetem-se no mesmo canal ionizado em intervalos de mais ou menos 1 milissegundo. Tipicamente, o flash de um raio dura cerca de um segundo mas contem pelo menos três ou quatro descargas descendentes seguidas de descargas de retorno de que os nossos olhos só se podem vagamente aperceber. É isso que o faz parece tremer.

15/08/07

"OTA" Perspectivas sobre turismo em espaço rural



«Perante os custos ambientais e sociais do turismo de massas, convencional, gregário e quase popular, próprio de uma sociedade de consumo, organizado “industrialmente”, afirmam-se procuras diferentes, novas, responsáveis e sustentáveis, selectivas em termos económicos e em valores e comportamentos pessoais, preferencialmente no próprio país, e em regiões não muito distantes, prefigurando, talvez o turismo do futuro…» (Cavaco C. 1996“Turismo rural e desenvolvimento local”)
No quadro da história da humanidade o turismo é um fenómeno recente, que se começa a organizar e a sistematizar, bem como a sofrer uma alteração que passa, de um fenómeno de elites, para um fenómeno massificado e global. Portugal não ficando alheio a toda esta mudança, procura encontrar novos caminhos de oferta turística que (entre outros) passam por recuperar uma imagem antiga, dando-lhe um “new look” em harmonia com todo o espaço envolvente de património natural, e ambiência cultural.
A crescente procura do lazer e do turismo em espaço rural, faz com que este nicho de mercado seja um dos segmentos mais dinâmicos e prometedores do turismo nacional, vendo em Ota um destino promissor no futuro.
Ota é a freguesia mais extensa do concelho de Alenquer com cerca de 46 quilómetros quadrados, onde uma vasta chã da era do cenozóico domina por completo sendo só quebrada pelo perfil quase geométrico do monte redondo, e pela serra que tem o mesmo nome da aldeia (uma elevação jurasica de 185 metros). Esta aldeia centenar desfruta de um clima ameno e delicado, não só devido a proximidade do Atlântico por um lado, e à imediação da serra de Montejunto que com outras de menor importância, constituem um anfiteatro natural.
A aldeia de Ota a escassos 42 km da Capital, é detentora de um variado leque de paisagens, que passa por vasta charneca, pinhal, eucaliptal e montado de sobreiros que encontram aqui um ambiente privilegiado e tranquilo; Ota já com características rurbanas, possui varias quintas com características latifundiárias, propriedade ainda hoje de descendentes da nobreza, cujo as actividades se diversificam na agricultura, silvicultura, pecuária, e turismo, onde conservando a tradição dos seus antepassados mantêm inclusivamente a traça secular das construções.
Ota poderá não ser uma área tradicional de polarização de fluxos turísticos, mas é concerteza uma área emergente que devido à sua localização bem como a proximidade de actividades temáticas que passam pelo golfe, tiro, equitação, percursos pedestres e radicais, tauromaquia, produção vinícola entre outros, aliados ao crescente dinamismo agrário da região, faz desta área um bom motivo de aposta para uma procura turística que tende a se diferenciar e a fragmentar-se. Este tipo de turismo não deve concorrer com outros, mas sim aliar-se a outros, pois ganha (pelo menos) com a recuperação do património.